quarta-feira, 16 de Maio de 2007

A verdadeira história da Branca de Neve

Ilustração do Tacci do Portugal, Caramba!

Era uma vez uma menina chamada Branca de Neve (para que não haja surpresas, aviso já que, no que se refere a ela, ‘menina’ é um eufemismo!).

Era uma criança encantadora... quanto lhe faziam as vontades! Se alguém a contrariava, aí é que eram elas! Era dada a birras, ataques de mau-humor, a má educação...

A Branca de Neve era muito, muito bonita e muito, muito provocante. Desde cedo aprendeu a fazer uso da sedução em detrimento da argumentação. E era muito vaidosa! Passava horas ao espelho, a ensaiar olhares, poses, sorrisos... Adorava perguntar à sua imagem no espelho:
“Espelho meu, espelho meu, há mulher mais bonita do que eu?”

Como poderão deduzir, a Branca de Neve era bastante mimada. Era daquelas crianças filhas de pais separados, que sempre se habituou a manipular os adultos com complexos de culpa, que a enchiam de presentes para compensar a falta tempo e de atenção.

O pai da Branca de Neve era muito conhecido. Era mesmo uma figura importante na época, com programas de televisão, crónicas nos jornais, um ou outro livro editado, enfim,... era considerado uma figura de destaque do mundo da cultura!

E tinha imenso mérito. Conseguia fazer tudo isto, e convencer milhões de fãs dos vários quadrantes, sem nunca ter lido um livro, sem ter entrado numa sala de teatro, sem nunca frequentar um museu... O pai da Branca de Neve era o maior e melhor bluff da época, e, à semelhança da sua filha, fazia da sedução uma forma de vida... e fazia-o bem.

Um dia, o pai da Branca de Neve arranjou uma namorada. Não é que ele não aranjasse namoradas de quando em vez, era exímio nisso, mas elas não resistiam mais que uns meses... a Branca de Neve encarregava-se disso.

Mas desta vez ele estava apaixonado, e ela também. Estavam resolvidos a fazer com que a coisa resultasse, até marcaram casamento e tudo!

E por isso, a namorada encheu-se de coragem e decidiu-se a enfrentar a fera... que é como quem diz, a Branca de Neve (que entretanto era uma adolescente manipuladora e mal-homurada, que só queria sair à noite e chumbava anos consecutivos)...

A namorada era uma rapariga inteligente e determinada. Ou seja, tentou todas as técnicas possíveis: tentou ser amiga da enteada, tentou impor regras e limites, tentou castigar, tentou ignorar as má-criações, tentou oferecer-lhe presentes, tentou a abordagem psicológica...

A Branca de Neve também punha em prática várias estratégias com a madrasta... em frente ao pai, era encantadora com ela. Nas costas do pai, fazia-lhe a vida negra... e na sua ausência, envenenava o pai com mentiras acerca da perfídia da madrasta, que a mal-tratava e que tinha inveja da sua beleza e juventude...

O pai, apesar da sua fama de homem culto e interessante, não primava pela inteligência. Deixava-se levar pelas manobras da Branca de Neve e cada vez mais tendia a culpar a namorada pelos insucessos escolares e pela rebeldia da filha... Afinal, a garota estava traumatizada pelo divórcio dos progenitores e pelo novo casamento do pai!

No dia em que lhe telefonaram do Hospital a comunicar que a filha estava em coma, com uma overdose, o pai ficou em estado de choque.

A polícia informou-o que a ambulância tinha sido chamada por uns rapazes de má fama, ao que parece amigos da Branca de Neve. Segundo a polícia, a filha pertencia a um bando de marginais, claque de um grande clube de futebol e conhecido em todas as esquadras dos arredores como os ‘Sete Anões’ (não que fossem pequenos, a alcunha referia-se mesmo à envergadura dos seus escassos neurónios!).

O pai ia tendo uma apoplexia! Separou-se da madrasta na hora, porque a menina, coitadinha, estava mesmo muito traumatizada!

Como vaso ruim não quebra, a Branca de Neve safou-se da overdose. E de caminho, engatou o jovem médico que tratou dela, um romântico incurável seduzido pelo ar ingénuo da Branca de Neve e por um sentido de missão: tirar aquela jovem das más vidas e más companhias.

Já a Branca de Neve, arrumado o caso “madrasta”, estava pronta para novos desafios na vida... e o caso “príncipe encantado”, leia-se jovem médico incorruptível, vinha mesmo a calhar...

21 comentários:

marta disse...

Adorei!

Hainnish disse...

Olá Marta, bem vinda ao "Histórias...".
Ainda bem que gostou.

Um abraço.

ana disse...

Gostei muito! Estou ansiosa pela ilustração.

Hainnish disse...

Olá, Ana, ainda bem que gostaste. E já somos duas ansiosas pela ilustração.

Um beijo.

ATIREI O PAU AO GATO disse...

Coitado do jovem médico, ficamos cheios de curiosidade para saber o que lhe acontecerias se para já soubéssemos que no fim seria bem sucedido. E que tal este mote, Hainnish?
Gosto desta desconstrução de contos infantis que fazem parte do nosso imaginário.
A Branca e Neve is out there.

Un bom dia de Sábado, para ti, Hainnis.

Luís F. de A. Gomes

ATIREI O PAU AO GATO disse...

Errata:
1. A Branca e Neve is out there.

A frase certa é:

A Brande Neve is out there.

2. Un bom dia (...)

A certa começa:

Um bom dia (...)

3. Hainnis

Hainnish, naturalmente.

Peço desculpa pelos erros.

Mais uma vez, um Sábado de paz e cheio de alegria

Luís F. de A. Gomes

Hainnish disse...

Luís:

Não querendo ser mais pessimista que o necessário, pergunto-me: haverá possibilidades de o médico ser bem sucedido com alguém com o perfil que tracei (não pela overdose mas pelo egoísmo profundo). Não será mais o caso de concluir "... e foram infelizes para sempre"?

Um abraço.

ATIREI O PAU AO GATO disse...

Viva Hainnish

Não, não é preciso ser pessimista, pois a resposta é naturalmente a que daz. Mas isso seria em termos de procurar a verosimilhança, claro, coisa que em função do texto anterior -de que gostei bastante- poderia muito bem ser dispensada. Era precisamente aí que residiria o desafio; criar a inverosimilhança que aqui e no contexto em causa sempre seria o "non sense" que por vezes, pelo "método do espelho" também nos faz ver as realidades e meditar sobre elas.
Seja como for, não tem qualquer importância.

É lindo o texto que escreves acima o que de certo modo é um paradoxo, pois consegues um clima de encanto e quase diria ternurento com um acto de crueldade indizível.

Dá uma alegria enorme ver a tua alma. É sempre bom saber que as há desse jeito.

Tudo de bom para ti, Hainnish e para todos aqueles que amas e te fazem feliz

Luís F. de A. Gomes

Anónimo disse...

Achei mtoo chatooo!!!sem graça..

Anónimo disse...

Mto Chato

Raquel disse...

que mintira garota vai tricotar vai al invès de inventar mintira minha querida pede a sua mãe uma escola de boas maneiras tah tchau e adorei a historia

Anónimo disse...

Adorei a história! É muito criativa e bem elaborada!^^

Anónimo disse...

wow tahts so cool good
so que poderia ter tipo sexo no meio e tals u se na oa madrasta estrupava a branca de neve

Thiago disse...

Adorei isso e muito legal =D final feliz

Nayra disse...

Nossa eu adorei,parabéns:D

Nayra

日月神教-向左使 disse...

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Kiara disse...

Parabens amei so q essa ainda n é a q eu to procurando obri bjs



Kiara

Anónimo disse...

Nossa! eu nunca pensei nessas historias assim! tbm me surpreendi com a verdadeira historia da Caverna do Dragão!

Anónimo disse...

achei que deveria ter mais coisa essa e uma historia que tem muito a se explorar e que porem não foi bem aproveitada;retirando a parte da quadrilha formada pelos 7 anõe,que foi a unica pate realmente interesante.

monster-high disse...

nossa e bem diferente da verdadeira parabéns

Anónimo disse...

Programas de TELEVISÃO? naquela época? ah por favor!